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Como transmitir confiança aos clientes nas transações online?

empre que surge um estudo relativo à confiança dos consumidores sobre transações online, os portugueses aparecem no topo dos que mais receiam as compras digitais.

Há anos que é assim. A desconfiança sobre a segurança transacional continua a ser uma das razões para que as vendas online em Portugal sejam das mais baixas da Europa. Mas como mudar esta realidade? Mudar mentalidades é difícil, mas as empresas podem trabalhar para construir sistemas robustos, adoptando políticas de segurança cibernética resilientes suportadas em software e infra-estruturas de confiança.

O mais recente estudo, revelado pelo Eurostat, dá conta que 23% dos portugueses não faz compras online por desconfiar da segurança dos pagamentos. Esta é a percentagem mais elevada da Europa, seguida da verificada na vizinha Espanha.

E estes dados, apesar de não serem uma grande novidade para os negócios digitais, fazem acender novos alertas pois para alterar este comportamento é necessário levar as pessoas a confiar nos sistemas de pagamento online.

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Acima de tudo é imperativo que as lojas possuam sites seguros e devidamente protegidos, alojados em servidores robustos e de confiança. Olhando para os dados do estudo, exibir estes atributos num site talvez funcione melhor do que realizar uma redução de preços.

Depois, convém que a relação com os clientes seja clara e deixe de fora toda e qualquer dúvida no que respeita a eventuais problemas com uma compra. Uma política de devoluções clara e simples, ajuda bastante no momento de decisão. E, obviamente, o sistema de entregas rápido e com diversas opções de recolha fora do horário de expediente podem fazer a diferença.

Mas tudo isto não chega. Ao mesmo ritmo a que se anunciam revoluções na tecnologia, basta uma notícia sobre um caso de fraude para que aumentem os receios. Por isso, a resposta pode estar também na falta de comunicação relativamente ao tema das transações. Muitos clientes desconhecem, por exemplo, que podem usar sistemas de pagamento mais seguros como cartões de crédito virtuais, temporários e com limite de valor, que podem ser usados apenas para uma compra única.

Além disso, ainda se podem socorrer do seguro associado aos cartões de crédito, em caso de tentativa de burla. Por isso, compete também às lojas incluir nos seus planos de comunicação conteúdo que ajude a alertar os consumidores para as vantagens de aquisição online, bem como das diversas opções de pagamento e medidas de segurança a adoptar para manter os dados seguros na cloud.

São temas que nada têm a ver com o negócio de um determinado produto, mas que irá ajudar a aumentar a confiança. Além disso, convém lembrar que dos portugueses que compram online, a maioria o faz em lojas internacionais. Haverá mais segurança nessas lojas? A resposta, apesar de óbvia, parece ser insuficiente para convencer os consumidores portugueses a comprar nas lojas nacionais. É aqui que entra, essencialmente, a questão do preço.

Competitivos

No capítulo do custo, aquilo que parece ser o fator decisivo para quem compra online é o valor mais baixo pelo mesmo produto. Esta tem sido também uma das razões que leva a que os portugueses procurem em lojas como a Amazon os mais diversos produtos, em especial tecnologia. As lojas que comercializam através da plataforma estão obrigadas a regras de devolução devidamente controladas pelos serviços de apoio da Amazon e chegam mesmo, em caso de participação de defeitos, a enviar um produto de substituição sem exigir que o cliente devolva o que recebeu. 

Ou, em alguns casos, enviam ofertas caso os defeitos sejam menores (riscos ou pequenos danos estéticos) e os clientes aceitem esse novo produto em vez de iniciar o processo de devolução.

Além disso, o portfolio de produtos é bastante diversificado e os clientes acabam por ser constantemente “lembrados”, através de publicidade ou email, dos produtos que pesquisaram na plataforma, mas, por qualquer razão, não concretizaram uma compra.

No entanto, é preciso ter em conta que, com o tempo, um produto que chega com algum defeito, em especial produtos de marca, poderão ter chumbado no controlo de qualidade. E todos sabem que, em pouco tempo, podem surgir questões mais sérias, como, por exemplo, ao nível da bateria. E nessa altura, nada mais haverá a fazer. Nestas estatísticas, quantas pessoas optam por efetuar um troca e quantas decidem, simplesmente, assumir o risco?

Confiança e distribuição

Ao comprar numa loja nacional tem sempre a garantia de poder solucionar o problema de acordo com a legislação portuguesa além de poder realizar um contacto mais imediato e, na maior parte dos casos, presencial. Para as empresas que possuem lojas físicas, por exemplo, a possibilidade de recolha dos produtos em loja e no prazo de uma hora, são também incentivos de relevo.

Neste caso, as empresas com redes de lojas ganham maior competitividade já que, devido à sua expansão a nível nacional, permitem que em qualquer parte do país seja feita a compra com levantamento presencial em loja.

Para as outras empresas, existem as redes de pick-up que também têm obtido bastante adesão e têm crescido em Portugal. Poder recolher uma encomenda numa destas redes perto de casa e em horário pós-laboral, é uma mais valia que as empresas devem explorar.

A competitividade tem de ser disputada com preço, mas também ao nível da confiança dos consumidores nas políticas de compra e devoluções e nos sistemas de pagamento seguros suportados por tecnologia profissional.

Fonte: hthttps://blog.ptempresas.pt/

Teletrabalho, as vantagens de trabalhar fora do escritório

Quando se fala de Portugal e do tempo que se demora nas viagens de carro e transporte nas deslocações para o trabalho e regresso a casa, reina o caos. O país é pequeno, em dimensão e quando comparado com as duas ou três horas que os “commuters” norte americanos enfrentam a cada viagem.

Comparando o tempo que os americanos gastam em deslocação, as viagens da linha de Sintra, Almada ou barreiro (no caso de Lisboa), ou o trânsito acumulado na VCI, no Porto, parecem uma brincadeira de criança. Mas, à sua dimensão, Portugal ainda tem estradas pouco adequadas à quantidade de trânsito, as cidades estão cada vez mais vedadas à circulação de veículos e os transportes públicos continuam a ficar aquém das necessidades. Por isso, as distâncias acabam por ser uma grande dor de cabeça em qualquer um dos casos.

Como evitar esse fluxo de pessoas nas chamadas horas de ponta que, principalmente no que respeita à capital, parece prolongar-se ao longo de todo o dia? Há já alguns anos que se discutem as vantagens e desvantagens dos colaboradores poderem trabalhar a partir de casa, especialmente em funções que não implicam um contacto direto com clientes ou com outras pessoas para ser realizado. Um caixa de supermercado ou um empregado de mesa, dificilmente poderão trabalhar a partir de casa. Mas trabalho criativo, ou até funções que obrigam a estar algumas horas ao telefone com clientes, gestão de projetos (quando as funções diárias são feitas com recurso ao computador, sentado à secretária) são perfeitamente compatíveis com um sistema de work @home.

Pegando no caso de uma pessoa que vive no Barreiro, só em deslocações gasta duas horas por dia. Tempo que poderia ser usado para investir no trabalho, sendo mais eficiente porque também perde a carga de stress associada às duas horas perdidas nas deslocações. Partindo do princípio que não há atrasos, são 10 horas por semana; 40 horas por mês; qualquer coisa como 440 horas por ano (sensivelmente 18 dias por ano dentro dos transportes públicos).

Se já parou de fazer as contas, são quase os mesmos dias de férias a que cada um tem direito. Portanto, do ponto de vista de gestão, é fácil compreender um dos benefícios em contribuir para reduzir o número de horas em deslocações e a razão para que existam tantos relatos de casos de sucesso nas empresas que implementam uma política de teletrabalho.

É possível gerir projetos à distância?

Obviamente, a grande discussão relativa a este tema recai sempre sobre os receios ainda existentes por parte de chefias e direções: será que, ao estar em casa, ou noutro local qualquer, o colaborador vai realizar as funções a que está obrigado? Irá o gestor conseguir controlar o desenvolvimento de tarefas para conseguir concluir projetos sem ter as pessoas debaixo do seu olhar? Como serão resolvidas as questões que implicam reunir e tomar decisões multe equipa?

A resposta nem sempre é simples, mas a grande maioria das situações resolve-se com alguma adaptação de rotinas. Pelas diversas experiências realizadas um pouco por todo o mundo, vão sendo conhecidos os casos de sucesso destas políticas e das vantagens associadas. Também há desvantagens, claro, mas os benefícios acabam por superar em número e qualidade. Aliás, no Japão até se chegou à conclusão que a produtividade aumentou com a redução do número de dias de trabalho para três. Nem sequer se fala de trabalhar a partir de casa, mas sim na redução da carga horária para três dias semanais.

Ao conceder mais períodos em regime de teletrabalho, as empresas podem, ainda, cortar nos custos, passando para espaços mais pequenos, poupando em renda, energia, água, etc. E isto não significa um aumento dos custos para o trabalhador. As empresas podem, por exemplo, contribuir com pequenos aumentos que fazem face a este custo extra e, mesmo assim, poupar nos gastos com estas rúbricas. É aquilo que se conhece no mundo dos negócios como “win-win situation”.

Falta de controlo ou adaptação?

No campo das desvantagens, fica a ausência de controlo sobre o horário do colaborador, o receio de isolamento e falta de contacto com a equipa. Mas, será que ao estar sentado ao longo de um dia de trabalho, na sua secretária, uma pessoa é mais produtiva e beneficia mais do contacto direto? Quando, na maior parte do tempo “conversa” com os colegas do lado através de emails, chats ou até whatsApp?

Além disso, o controlo horário é difícil de medir. Avaliar através da presença no escritório ou pelos objetivos atingidos? No entanto, é preciso recordar que ainda existe algum estigma em relação ao local onde o colaborador se encontra a desempenhar as suas tarefas. Afinal, terá menos valor o trabalho feito na esplanada em relação ao valor do mesmo trabalho em ambiente de escritório?

Obviamente, haverá exemplos para todas as posições, mas, regra geral, todos precisam de tratar da conta da luz, da água, de ligar para a escola e tratar dos assuntos relacionados com os filhos, colocar a máquina a lavar, a roupa a secar, etc. Tarefas que podem ser realizadas no mesmo espaço de tempo gasto para ir fumar (para quem fuma), ou ir ao café. Com a vantagem acrescida de ter a cabeça mais focada nas tarefas que tem de realizar. Todos ficam mais felizes e o trabalho flui mais rápido. Surge o aumento da produtividade.

Para o sucesso desta prática contribui bastante uma rede de acesso à Internet com velocidade acima da média. Nos Estados Unidos a cidade de Chattanooga é um caso de estudo por possuir a Internet mais rápida do país, cerca de 10 Gbps. Graças a esta rapidez, o teletrabalho registou um aumento de 325%. 

Ou seja, a tecnologia está diretamente relacionada com este sistema de trabalho já que a maior parte das funções precisam de uma ligação robusta para ser competitivas. 

O contacto humano

Quanto ao contacto com os membros da equipa, há muitos anos que algumas das maiores empresas adotaram medidas que permitem mobilidade com a obrigação de reuniões presenciais regulares para ponto de situação e potenciar o espírito de equipa. Isto, claro, sem esquecer as regras básicas de controlo de reuniões que, na maior parte das vezes, se tornam cansativas e com pouco resultado ao nível da produtividade.

Além disso, alguns períodos de afastamento também contribuem para reduzir as conversas de café que tanto pesam na dinâmica das equipas.

Quanto às comunicações, apesar da evolução da tecnologia, ainda há queixas relativas às quedas das chamadas via softwares de video-chamada. Mas, valerá mesmo a pena estar sempre a reunir através de aplicações ou videochamada quando a conversa pode fluir através de uma simples chamada de voz? A resposta parece óbvia, mas ainda existe a tentação de ter de ver a cara de quem está do outro lado do computador. Pode ser necessário em determinadas situações, mas totalmente contraproducente noutras.

Ou seja, a maior parte das desvantagens detetadas, tais como a dinâmica de trabalho de equipa, resolução de problemas que envolvem diferentes equipas e a própria dinâmica de escritório podem ser solucionadas com alguma adaptação e mudança de mentalidade. Quanto às vantagens, a maior de todas é sempre dirigida a uma maior concentração nas tarefas, poupança do tempo passado nos transportes públicos ou em deslocação, ausência de preocupações que prejudicam o desempenho, redução de stress e aumento de responsabilidade.

Tudo isto traduz-se num aumento substancial da produtividade e redução de custos para a empresa e também para os colaboradores.

Fonte: https://blog.ptempresas.pt

Altice Empresas: nova marca, nova imagem, mais ambição

Alinhado com a implementação de uma marca corporativa única, a Altice Portugal dá mais um passo no processo de uniformização da sua marca institucional através do alinhamento da marca comercial do segmento empresarial. Assim, a partir de hoje, o segmento empresarial passa a Altice Empresas.

A marca e imagem do segmento empresarial da Altice Portugal são renovadas em linha com a imagem do Grupo Altice e a marca Altice Empresas ganha vida.

A Altice Empresas vai assim assumir o novo caminho e a estratégia de revitalização dos Serviços Empresariais, alinhados com as áreas de inovação, tecnologia e investigação, bem como com uma nova política de aposta no território, também ela dirigida às PME, em que a proximidade, a satisfação do cliente e a qualidade de serviço serão chave. Assim, a Altice Portugal, através da Altice Empresas, pretende reforçar a sua liderança no
território nacional sem qualquer discriminação da região ou dimensão empresarial do cliente.

Para Nuno Nunes, Chief Sales Officer B2B da Altice Portugal, «a Altice Empresas tem a clara ambição de inovar, modernizar e liderar o processo de transformação digital das empresas. De Portugal para o Mundo, a Altice Empresas, a nova marca para o segmento empresarial da Altice Portugal, reúne todas as condições para liderar o futuro, transformar o tecido empresarial português e melhorar a vida e o dia-a-dia dos portugueses, com a infraestrutura, a capacidade tecnológica, o investimento, o know-how, a inovação e as pessoas».

As organizações e o tecido empresarial nacional têm assim ao seu lado um renovado parceiro de negócios. De um percurso repleto de marcos inovadores responsáveis pela evolução de milhares de clientes e empresas e com a qualidade, credibilidade e confiança depositada e mantida ao longo dos anos, a Altice Empresas é o parceiro tecnológico de referência no mercado centrando a sua atuação na resolução dos desafios de negócio
dos seus clientes e parceiros, aportando vantagens tecnológicas e de processo globais e abrangentes.

Numa Era marcada pelo desafio da transformação e com o objetivo estratégico de acompanhar e antecipar tendências, oportunidades e desafios, a Altice Empresas foca a sua atuação em áreas estratégicas como a fibra ótica, a segurança, a cloud e data centers, Internet of Things (IoT) e mobilidade, fundamentais para potenciar a sua atuação e liderar os seus negócios.

A Altice Empresas está na liderança da inovação tecnológica, ancorada no constante aconselhamento e acompanhamento de equipas comerciais e técnicas, em diferentes áreas de negócio, especializadas na identificação das melhores soluções que respondam às necessidades atuais e futuras dos clientes. Paralelamente, toda a sua atuação é suportada por plataformas tecnológicas que permitem a monitorização dos serviços em real time, assegurando e antecipando respostas rápidas e eficazes às situações diárias
de gestão.

Fonte https://blog.ptempresas.pt/

Relógios, óculos e até roupa inteligente. Para que servem todos estes wearables?

Para o consumidor, estes são gadgets dignos de uma viagem ao futuro, mas para as empresas podem significar novas formas de chegar aos clientes e até de melhorar a produtividade interna.

Nunca o mundo evoluiu e transformou-se de forma tão rápida quanto hoje. O século XXI foi, durante longos anos, visto pelas gerações das décadas de 60 e 70 como a chegada do capítulo que mudaria, para sempre, a sociedade que conheciam. Falava-se em carros voadores, cidades moldadas por um futuro de cores garridas, luzes e muitos, mesmo muitos gadgets cuja função era, ainda, difícil de antever.

Eternamente citados como exemplos de filmes que, de alguma forma, previram inovações que hoje conhecemos como tablets, hoverboards e até ténis cujos atacadores funcionavam autonomamente, Star Trek: The Next Generation e O Regresso ao Futuro II são prova disso mesmo. Embora exista quem se dedique a discutir a paternidade destas inovações – entre a imaginação sem limites dos argumentistas e a inovação tangível pela evolução do poder tecnológico -, certo é que até recentemente poucos eram aqueles que sonhavam com o surgimento deste tipo de dispositivos na vida real. Mas eles chegaram.

Talvez por isso seja quase tão difícil para a geração Z imaginar um mundo em que computadores com menos poder de processamento do que um smartphone ocupavam salas enormes. Quase tão difícil como para as gerações dos 60’ e 70’ imaginarem que, em 2019, seria possível vestirem peças de roupa inteligentes, com ligação à Internet e poder medir batimentos cardíacos ou níveis de stress. É o Admirável Mundo Novo da Tecnologia, sejam bem-vindos.

Vamos vestir tecnologia?

A pergunta é retórica porque a resposta, essa, é óbvia: já vestimos. Chamam-se wearables e são dispositivos eletrónicos pensados e desenhados para serem usados no corpo. Assumem diferentes formas, desde os já soberbamente conhecidos smartwatches às pulseiras de fitness, passando pelos smartglasses. De forma genérica, têm em comum mais ou menos o mesmo tipo de funções – permitem ligações aos smartphones, atendimento de chamadas, gestão de agendas e uma panóplia de medições relacionadas com a saúde e o desporto.

Entre todos estes, são os relógios inteligentes e as pulseiras de fitness os aparelhos que mais sucesso fizeram, e fazem, junto dos consumidores. Aliás, de acordo com dados da consultora IDC, são precisamente estes dois que representam 95% de todos os wearables vendidos no mundo. Apesar deste número, a verdade é que esta é uma categoria que não cresceu tanto como o mercado antevia, o que em grande medida se deve ao facto de serem apenas extensões, ou acessórios, dos smartphones e não acrescentarem funcionalidades completamente novas ou revolucionárias.

Números da IDC referentes às vendas de 2015 em Portugal mostram que, ao longo de todo o ano, foram comercializadas apenas 29 mil unidades nesta categoria, o equivalente a 321 aparelhos por dia. Quando comparamos com os dados da procura por smartphones, a proporção sobe em flecha para 8000 dispositivos vendidos por dia.

Ainda assim, os wearables têm muito para oferecer, principalmente quando olhamos para as áreas da saúde e do desporto, mas também para a organização interna das empresas. Como? Vamos descobrir ao longo das próximas linhas.

iDoctor e as análises do futuro

Enquanto os três maiores mercados internacionais para os wearables são a China, os Estados Unidos e a Índia, a saúde e o desporto são, seguramente, as duas áreas de foco para a grande maioria dos utilizadores desta tecnologia. No campo médico, as pulseiras e os relógios têm vindo a ajudar a facilitar a vida de alguns doentes, como aqueles que sofrem de diabetes, perturbações no sono ou problemas relacionados com o sistema cardíaco.

Para os diabéticos, por exemplo, existem dispositivos que permitem – ainda com agulhas como acessório – controlar a necessidade de insulina no corpo e os níveis de glicose no sangue. De forma ainda mais prática e simples, servem também para monitorizar dados sobre horas e a qualidade do sono, ou ainda para medir a frequência cardíaca e os níveis de stress.

No mundo do desporto, que tem vindo a crescer com a moda das bicicletas, do jogging ou do fitness, algumas das funções são as mesmas, mas usadas para propósitos diferentes. Torna-se, assim, mais fácil para um desportista seguir um plano de fitness, verificar quantas calorias eliminou com um determinado plano de treinos ou o número de passos que deu ao longo do dia.

Aliando um plano de negócios às funções já criadas pelos dispositivos wearables, nasceu a SUPA, uma app que promete corresponder às necessidades dos utilizadores e aos objetivos de empresas que precisam dos dados gerados para melhorar produtos ou definir melhores estratégias de marketing. Depois de sucessivos escândalos que envolvem a privacidade dos utilizadores e a falta de transparência das empresas que os recolhem, esta parece ser uma aplicação que encontra o meio-termo e que permite que ambas as partes ganhem.

No fundo, o que os criadores da aplicação móvel fizeram foi desenvolver uma plataforma que permite aos utilizadores monitorizar uma série de parâmetros – aqueles já mencionados, mas também dados biométricos – e armazená-los numa espécie de processo médico individual. Isto permite, segundo os responsáveis, que as pessoas possam guardar dados sobre a sua saúde e hábitos de vida que, mais tarde, podem ser usados para melhores diagnósticos médicos. Em troca, os utilizadores recebem pontos que podem transformar em dinheiro, produtos ou experiências.

Do outro lado da mesa estão, obviamente, as empresas que precisam de todos esses dados. São essencialmente organizações dos setores da saúde, marcas de desporto ou da moda que compram estas informações e utilizam-nas sem nunca saberem a sua proveniência. Ou seja, recebem a utilidade dos dados, mas não conseguem rastrear essas informações até à sua origem devido à utilização de mecanismos de blockchain que garantem a privacidade.

E que utilidade podem ter nas empresas?

Embora seja verdade que a utilização de dispositivos wearables tem sido, até agora, essencialmente feita por utilizadores individuais entre os 25 e os 44 anos (em conjunto representam 57,6% do mercado, segundo dados de 2017 do Statista), estes aparelhos têm, também, potencial para alguns negócios. De forma mais ou menos massiva, tudo depende da imaginação das empresas e da experiência que pretendem criar para colaboradores ou clientes.

Um dos melhores exemplos de utilização no mercado empresarial está ligado ao atendimento ao cliente. Imagine que o seu negócio tem uma rede de lojas físicas abertas ao público e que precisa de melhorar indicadores de performance relacionados com o atendimento – uma das soluções pode passar pela adoção de óculos inteligentes, que permitiriam que um funcionário tivesse toda a informação de um determinado cliente projetada numa das lentes, com histórico de compras/serviços, reporte de problemas técnicos ou até com dados de faturação. Tudo isto de forma imediata e instantânea, projetada nos óculos de forma invisível ao cliente.

Por outro lado, é também possível tirar partido desta tecnologia para criar experiências únicas aos seus clientes, nomeadamente quando falamos no setor do retalho. À semelhança do que os provadores digitais fizeram pelas lojas de roupa, também os óculos inteligentes podem ter um papel importante na estratégia de outros negócios. Uma das formas pode passar pela disponibilização destes dispositivos aos clientes quando entram numa loja para que possam circular pelos corredores e receber toda a informação que precisam sobre produtos diretamente nas lentes. Dados como preços, variação de modelos, funções e características dos produtos são algumas das possibilidades. Em troca, as lojas ganham um elevado número de dados sobre a forma como os clientes percorrem as instalações, para que produtos olham e como reagem a eles.

A mesma lógica pode ser aplicada internamente na estrutura de uma empresa. Uma equipa de comerciais, que está frequentemente fora do escritório, pode ser equipada com smartwatches para melhor gerir a sua agenda, enquanto permite a localização em tempo real dos recursos humanos da empresa. Ou até mesmo em ambiente de produção, numa fábrica em que os colaboradores passam a estar equipados com wearables que comunicam com as máquinas e recolhem dados sobre produtividade.

Uma outra forma de tirar partido destes dispositivos pode ser, como já existem alguns exemplos, na utilização de pulseiras inteligentes para o processamento de pagamentos automáticos. À semelhança do que já acontece com os cartões de débito com tecnologia contactless, o mesmo tipo de ações pode ser realizada de forma prática com uma pulseira – pode servir como forma de pagamento bancário, como chave de acesso a clubes de fitness ou às instalações da empresa, no caso de funcionários.

No fundo, as possibilidades que os wearables permitem dependem da imaginação das empresas e dos objetivos que pretendem atingir, seja internamente com os seus colaboradores ou externamente com os seus clientes. Neste último caso, nem sempre a utilização destes dispositivos será uma grande mais-valia do ponto de vista prático, mas muitas vezes útil como ferramenta de marketing. Tudo depende da experiência que pretende criar.

Fonte: Blog PT empresas

Os supercomputadores que nos tratam da saúde

Identificam rapidamente os sintomas dos pacientes, detetam sinais de cancro do pulmão através das TAC, avaliam o risco de ataques cardíacos com base nos exames ao coração, classificam lesões da pele em frações de segundo e encontram retinopatias através de uma simples imagem. Os algoritmos da inteligência artificial (IA) há muito que deixaram os laboratórios e centros de investigação para entrar nos gabinetes médicos de todo o mundo. Mas os desenvolvimentos estão longe de ser consensuais.

Apesar das enormes conquistas, os investigadores garantem que a inteligência artificial (IA) está ainda a dar os primeiros passos no campo da medicina. Isto porque são tantas as possibilidades que empresas, cientistas e investidores vivem absorvidos no desenvolvimento de novas aplicações. Hoje sabe-se que os sistemas de IA conseguem combinar múltiplas fontes de informação como TAC, ressonâncias magnéticas, sequências de genomas, dados de utentes dos serviços nacionais de saúde e ainda ficheiros manuscritos, conferindo-lhes uma capacidade de conhecimento nunca antes alcançada.

Os investigadores garantem que os médicos continuarão a desempenhar um papel crucial na relação com os doentes, simplesmente deixam de se ocupar da recolha de informação para terem mais tempo para interpretar e se relacionar com os pacientes. Isto acontece já no Brasil. 

No Hospital Albert Einstein, em São Paulo, os pacientes são diagnosticados, num primeiro momento, por sofisticados equipamentos de imagem, que a partir de uma sequência de algoritmos conseguem detetar sinais de doenças e lançam alertas para os médicos. Na Letónia, a Startup XOResearch desenvolveu o CardioAI, um aparelho que anota automaticamente e analisa electrocardiogramas, enquanto na China a IA diagnostica com maior precisão polipos no cólon enquanto se realizam colonoscopias.

Sessenta anos depois de ter começado a ser desenvolvida, a IA conhece hoje uma das fases mais promissoras do seu desenvolvimento, em grande medida impulsionada pelos milhares de projetos em curso na área da saúde. Mas este parece ser apenas o início. No futuro, esta tecnologia poderá ser a base para a maioria das decisões médicas.

Diagnósticos à velocidade da luz

A IA processa enormes volumes de dados de pacientes através de algoritmos que se vão aperfeiçoando à medida que propõem hipóteses de diagnóstico cada vez mais precisas e os computadores são programados de forma a tomarem decisões baseadas nos dados previamente inseridos.

Os investigadores utilizam as redes neurais com um avançado reconhecimento de padrões e que conseguem não apenas reconhecer mas também interpretar e apontar caminhos perante as informações recebidas. Quando aplicadas às ciências médicas, estas redes conseguem minimizar erros humanos e, em simultâneo, analisar mais rapidamente os dados apresentados. Não é, pois, difícil antecipar que, a breve prazo, estes sistemas irão conhecer as nossas histórias clínicas, criar perfis individuais e compará-los com as bases de dados dos conhecimentos médicos.

Dois investigadores alemães, Nils Strodthoff, do Fraunhofer Heinrich Hertz Institute, em Berlim, e Claas Strodthoff, do Centro Médico da Universidade de Schleswig-Holstein, em Kiel, desenvolveram uma rede neural artificial para detetar e interpretar enfartes de miocárdio e pela primeira vez apresentaram diagnósticos semelhantes aos dos cardiologistas mais experientes.

À semelhança de outras redes neurais, esta técnica apresenta um modelo matemático inspirado numa estrutura neural de organismos inteligentes e adquire conhecimento através da experiência. Cada rede artificial pode reunir milhares de unidades de processamento e os algoritmos precisam de milhares de casos concretos para conseguirem aprender, pelo que neste momento conseguem ser mais úteis nas áreas médicas onde os diagnósticos já estão digitalizados, como na imagiologia.

Corrida aos novos projetos

Em Massachusetts, a consultora Medical Device Consultants of Ridgewood está a trabalhar em inúmeros projetos de IA na saúde. Um deles é um sistema de conversação para ser utilizado por idosos com doenças crónicas e que vivem em casa. O sistema estabelece a ligação entre todos os cuidadores – família, técnicos de saúde e comunidade – e a pessoa idosa e ainda apresenta sugestões aos pacientes sobre os melhores meios de transporte a usar, o que comer e o que fazer em casa. “Acreditamos que este sistema pode substituir alguns cuidados de enfermagem, reduzir custos e melhorar os cuidados dos idosos na sua própria casa”, explica-nos Jeff Voigt, diretor da consultora. O sistema fica cada vez mais inteligente à medida que é usado e está sempre ativo.

Em Portugal, uma equipa de investigadores portugueses e espanhóis das Universidades do Minho, de Valência e de Alicante desenvolveram um treinador robotizado que acompanha os idosos através da tecnologia da IA. O Pharos está equipado com um conjunto de câmaras que detetam e analisam os movimentos dos mais velhos, definindo planos de exercícios e alertando para eventuais problemas de saúde.

As grandes empresas tecnológicas há muito que trabalham também nesta área. O Watson, por exemplo, é um supercomputador da IBM que armazenou nos últimos anos um grande volume de informações, livros, prontuários e toda a rede da PubMed e Medline da área da saúde, criando redes neurais de processamento de dados em várias especialidades médicas, como a oncologia e a genética. Essa informação é tão valiosa e fiável que é atualmente consultada por médicos em todo o mundo.

Já a Google desenvolveu um supercomputador, o Deep Mind, onde estão registadas as informações de 1,6 milhões de utentes do National Health Service, no Reino Unido. A partir desta base de dados, consegue analisar as informações dos pacientes, gerar alertas sobre a sua evolução clínica, evitar prescrições medicamentosas erradas e enviar informações e alertas sobre o estado de saúde aos profissionais.

No campo das doenças visuais, este algoritmo consegue recomendar corretamente o tratamento para mais de 50 doenças dos olhos com uma taxa de sucesso de 94%. A agência norte-americana da alimentação e do medicamento, a FDA, autorizou pela primeira vez em 2018 um sistema a realizar diagnósticos de retinopatias diabéticas sem a intervenção de médicos. Nos próximos anos, o número de pedidos de start-ups, empresas tecnológicas e universidades para licenciar meios automáticos de diagnóstico em áreas como dermatologia, radiologia e patologia deverá disparar.

Médicos e robôs

A difusão da IA no nosso quotidiano levanta, no entanto, inúmeras questões, e há quem tema que a médio prazo as redes e sistemas artificiais ocupem um papel predominante sobre o pensamento e relações humanas. Quando combinada com a robótica, por exemplo, a IA pode substituir as tarefas atualmente desempenhadas pelos humanos. E é precisamente aqui que surgem os maiores receios. O reconhecido físico Stephen Hawking alertou por diversas vezes para estes perigos, argumentando que “o desenvolvimento da inteligência artificial total pode significar o fim da raça humana”. O poder de decisão atribuído aos algoritmos para diagnosticarem e tratarem as doenças humanas, bem como a segurança e uso dos dados de milhares de pacientes de todo o mundo, são também apontados como os maiores perigos destes sistemas.

Mesmo sem consensos, a aplicação da IA na medicina promete contribuir para o aumento da esperança média de vida e melhorar a exatidão dos diagnósticos médicos. Num futuro, provavelmente não muito distante, a IA conseguirá extrair informação importante da pegada eletrónica de um paciente, que irá converter numa análise clínica, apresentando um conjunto de recomendações e propostas de tratamento aos médicos. Com estas medidas o sistema poupa tempo e recursos. A consulta do paciente é automaticamente gravada e resumida num documento eletrónico que é enviado ao médico. Por agora só não conseguirá reproduzir a empatia e as emoções características dos humanos. O campo dos afectos, esse, ficará preservado na esfera das relações entre pacientes e médicos.

Principais utilizações da IA na medicina

. Diagnóstico de doenças

. Desenvolvimento mais rápido de novos medicamentos

. Apoio na personalização dos tratamentos

Cinco avanços com maior potencial de crescimento

. Robôs inteligentes de apoio nas cirurgias

. Enfermaria virtual

. Decisões perante diagnósticos de doenças

. Desempenho de trabalhos administrativos

. Análise de imagens clínicas

Fonte: Blog PT Empresas

A inteligência de dados ao serviço das empresas

A inteligência de dados ao serviço das empresas

Business Intelligence e Big Data são dois conceitos diferentes com grande potencial de retorno para as organizações que decidam utilizá-los. Em conjunto, são como o Hulk dos dados.

O percurso da transformação digital tem vindo a ser percorrido por cada vez mais empresas a uma velocidade progressivamente maior. O objetivo é simples: modernizar o negócio, a estrutura organizacional e fazer crescer os indicadores de eficiência financeira e laboral. Apesar das diferenças no grau de maturidade neste processo, as empresas têm ao seu dispor diferentes ferramentas e tecnologias que podem ser fulcrais na altura de dar o salto.

Uma das melhor instaladas no mercado é, desde a década de 80, o Business Intelligence (BI). O conceito surgiu pelo Garnter Group com a intenção de ajudar os gestores e decisores empresariais a ter acesso a um maior fluxo de dados sobre o negócio, o mercado e os clientes de forma a poderem tomar melhores decisões. É, muitas vezes, referido como software de apoio à decisão precisamente por isso.

No fundo, a equação que está na raiz da ferramenta consiste no cruzamento de informações com origem em diferentes departamentos de uma organização, desde o financeiro ao marketing. Todos esses dados são depois armazenados numa única base de dados centralizada e assente em DataWarehouses (Armazéns de Dados, em tradução literal), local a partir do qual podem ser consultados pelos vários decisores das estruturas empresariais.

Em termos práticos, o que os sistemas de business intelligence permitem é uma compilação, organização e análise dos vários dados disponíveis, sejam eles relativos à organização interna da empresa ou ao comportamento do mercado. A partir daqui, ficam disponibilizados em dashboards personalizáveis para facilitar a leitura de informação pelos diferentes níveis da cadeia de decisão.

Casamento entre tecnologias

Levando em conta o acelerado ritmo de desenvolvimento tecnológico que caracteriza as últimas décadas, seria de esperar que um conceito surgido nos anos 80 estaria, por esta altura, obsoleto. Não é o caso do business intelligence. Em primeiro lugar, pela vantagem concorrencial que oferece às empresas que o utilizam e que, graças à ferramenta, conseguem manter-se na curva de evolução do mercado; mas também porque tem vindo, ao longo dos anos, a ser complementada com novas tecnologias como a inteligência artificial ou o machine learning.

Da mesma forma que um smartphone ou um computador pode modernizar-se com a instalação de novos softwares e aplicações, o mesmo acontece com o BI. Ou seja, o casamento com outras ferramentas permite-lhe desenvolver e expandir a sua capacidade analítica, aumentando a fiabilidade dos dados gerados e, por consequência, diminuir o risco na tomada de decisões estratégicas de uma empresa.

Com a integração da inteligência artificial e do machine learning, abre-se um novo mundo no que ao tratamento de dados diz respeito: o reconhecimento de padrões, a deteção de erros, a geração de análises preditivas e de relatórios mais precisos torna-se uma realidade importante na hora de tomar decisões.

Business Intelligence aliado a Big Data

Quer seja no setor da indústria produtiva, nos serviços de saúde ou na educação, as aplicações de sistemas de recolha, organização e tratamento de dados são imensas. Da mesma forma que as tecnologias de que já falámos têm a capacidade de potenciar a performance de ferramentas de BI, a sua conjugação com Big Data Analytics tem o mesmo efeito.

Significa isto que com o crescimento exponencial de geração de dados a que temos vindo a assistir nos últimos anos, em grande medida pela maior utilização de plataformas digitais, é necessário criar meios capazes de recolher, organizar e analisar informações em enorme quantidade a alta velocidade. É aqui que entra o Big Data, que processa dados com origem em aplicações móveis, redes sociais ou qualquer outra fonte, e organiza-os em duas áreas: dados estruturados e dados não estruturados.

A possibilidade de analisar grandes volumes de dados em tempo útil implica vantagens consideráveis para qualquer negócio. Torna-se mais simples detetar e antever tendências de mercado, analisar o desempenho da concorrência ou definir estratégias e acompanhar os seus resultados em tempo real, podendo intervir a qualquer momento. Os ganhos são, por isso, evidentes.

Dados são o novo petróleo

Estar ou não no mercado das tecnologias de informação (TI) é, atualmente, irrelevante para compreender a importância de saber gerir grandes fluxos de dados. Atualmente, todos os negócios, empresas e organizações que se queiram manter na vanguarda e na liderança dos seus mercados precisam de utilizar ferramentas de gestão e análise de informação.

Num debate promovido pelo jornal Expresso que, entre outros temas, discutiu a importância dos dados, o sócio da Vieira & Almeida Associados, Fernando Resina da Silva, defendeu que “os dados são o novo petróleo”. A justificação prende-se com a importância crescente que estes têm para as empresas, nomeadamente para a criação de novos produtos e serviços, mas também para uma segmentação cada vez mais afinada e específica.

Zsuzsa Herczku, Partner Sales Manager da Cloudera, concorda com esta afirmação embora admita que ainda existe alguma dificuldade em analisar e utilizar dados. A gestora defendeu, no âmbito do Lisbon BI Forum, que se realizou em novembro, que extrair valor dos dados permanece uma janela de oportunidade pouco aproveitada pela generalidade das empresas. Segundo Herczku, cerca de 91% das organizações não está, ainda, a conseguir atingir uma maturidade na análise efetiva de dados – aos seus olhos, menos de 50% dos dados estruturados são, de facto, utilizados durante o processo de tomada de decisão e menos de 1% dos dados não estruturados são utilizados.

Conforme defendeu no Lisbon BI Forum, a inversão desta tendência é possível e facilitada com a já mencionada utilização combinada de diferentes tecnologias, desde o machine learning à inteligência artificial.

A utilização destas ferramentas de apoio à decisão não é exclusiva das grandes empresas e não deve ser vista dessa forma. Existem hoje soluções adequadas a estruturas de diferentes dimensões que, se bem utilizadas, podem ser a rampa de crescimento pela qual muitos negócios anseiam.

Fonte: BlogPtEmpresas

5G, a velocidade que vem do futuro

5G, a velocidade que vem do futuro

A quinta geração de redes móveis está para breve e promete fazer magia: além de ter débitos mais elevados e uma baixa latência, promete ligar mais dispositivos por quilómetro quadrado. A par com estas melhorias, o 5G permitirá ainda uma maior conectividade entre aparelhos, com a Internet of Things (IoT) a tomar o papel principal.

Quando nos anos 70 e 80 do século passado os filmes de Hollywood apresentavam carros voadores – como o épico Blade Runner -, ou, já no início do século XXI, o Inteligência Artificial, que substituía pessoas por robôs, tudo isto não passava de ficção científica. Era a futurologia a funcionar: esperava-se que, eventualmente, fossem realidade um dia, mas ainda sem local ou data marcada.

Porém, passo a passo, pouco a pouco, o futuro chega todos os dias. Quem, há uma dúzia de anos, acreditava que seria possível fazer transferências bancárias através do telemóvel, ou imprimir tecidos orgânicos com bio impressoras? E, se os carros autónomos, sem condutor, são hoje uma realidade, os veículos voadores não devem tardar muito a surgir no horizonte. Além de automóveis inteligentes, também a sua casa pode ser controlada à distância, e ao sair do emprego programar o forno para que o jantar esteja pronto ao chegar a casa, ou obter a lista de faltas de alimentos fornecida pelo seu frigorífico.

Mas, para que tudo isto seja possível, para que o futuro possa existir, as redes são a base invisível de toda a magia. Assim, a evolução das redes móveis tem sido muito rápida para que possa responder cada vez mais às necessidades da sociedade atual.

Primeiro, a tecnologia 3G, lançada no início do novo século, veio permitir um acesso mais rápido à internet nos telemóveis, ainda que a baixas velocidades quando comparadas com os padrões atuais. Com esta tecnologia foi possível ter televisão, videoconferência, vídeo on demand, ou GPS nos dispositivos móveis. Seguiu-se uma melhoria da terceira geração de redes móveis, o 3,5G e, muito recentemente, surgiu a 4G, a tecnologia atualmente em utilizada pelos smartphones. Esta geração está disponível não apenas em telemóveis mas também em câmaras de vídeo, câmaras fotográficas, notebooks, auto-rádios e todo o tipo de terminais com acesso a wi-fi. Permite ainda ao utilizador ver filmes e vídeos on streaming ao mesmo tempo que conversa com amigos e está atento às redes sociais.

A magia da quinta geração móvel

Neste momento, a quinta geração móvel é a próxima varinha de condão. Dela espera-se um passo de gigante num futuro cheio de possibilidades, pois o mundo está a tornar-se cada vez mais móvel. Com mais de 4 mil milhões de utilizadores de internet nos cinco continentes, o consumo de dados tem crescido a uma velocidade alucinante. Se o 4G e o 4,5G já permitem velocidades incríveis no acesso à internet móvel, o 5G vem  possibilitar ainda uma maior velocidade na transmissão de dados, uma menor latência (menos tempo de resposta) e uma maior capacidade para conectar muitos mais aparelhos e dispositivos ao mesmo tempo, sejam eles em automóveis, fechaduras eletrónicas, eletrodomésticos, câmaras de segurança e tantas outras aplicações da Internet of Things (IoT).

Ao contrário das gerações anteriores, muito orientadas para o mercado de consumo, o 5G tem o seu grande foco na viabilização de um conjunto significativo de aplicações de âmbito empresarial e industrial muito relevantes para o desenvolvimento económico dos países, conforme nos explica Jorge Bonifácio, responsável pela Estratégia de Redes da Altice. “Além de débitos mais elevados, duas das caraterísticas mais distintivas do 5G são a sua baixa latência – tempo que a comunicação demora a chegar entre dois pontos – e o número de dispositivos ligados por quilómetro quadrado. Estes fatores vão permitir que esta tecnologia viabilize comunicações críticas e o uso massivo da Internet of Things em áreas como a robótica e automatização da indústria (Industria 4.0), sejam veículos autónomos ou cirurgias à distância”, explica o especialista. E esta é a razão pela qual os governos dos vários países consideram esta tecnologia essencial para a sua competitividade, conduzindo a uma clara concorrência entre os diversos continentes na aceleração da sua implementação.

A maioria dos países não deve lançar a quinta geração móvel antes de 2020, mas alguns estão já a tentar posicionar-se na pole position, como a Coreia do Sul e a China que estimam arrancar as operações já em 2019. Para já, nesta primeira fase, e “tal como nas gerações anteriores, o seu lançamento segue um conjunto de passos que inclui a estandardização (que garante a interoperabilidade entre redes, terminais e aplicações), disponibilização de espectro, fabrico e implementação das soluções técnicas, desenvolvimento de terminais e aplicações”, explica Jorge Bonifácio.

A Comissão Europeia constituiu, em Fevereiro de 2018, um Observatório Europeu 5G para monitorizar atentamente o progresso dos objetivos da conectividade europeia, tendo em vista um Mercado Único Digital já em 2025. A implementação desta nova tecnologia tornou-se um objetivo estratégico para a União Europeia, já que se estima que gere um volume de negócios que ascende a 130 mil milhões de euros anualmente e que crie cerca 2,5 milhões de postos de trabalho até 2025. Está, por isso, a investir cerca de 200 milhões de euros em grandes projetos pré-comerciais em infraestruturas através de Parcerias Público-Privadas.  

Portugal também na linha da frente

Por cá, a Anacom – Autoridade Nacional de Comunicações, a entidade reguladora do setor, está igualmente a preparar o lançamento do 5G e anunciou que iria libertar para este efeito a faixa dos 700MHz, atualmente utilizada pelo TDT, que por sua vez migrará para uma nova faixa de frequência. Prevê-se que a transição de rede comece no último trimestre de 2019 e que decorra até ao verão de 2020, e só nesta altura ficará disponível ao público.

Em Portugal o serviço móvel de internet está em crescimento acelerado e atingiu os 7,2 milhões de utilizadores no final do primeiro semestre de 2018, segundo dados revelados pela Anacom. Para já, e uma vez que os objetivos e complexidade do 5G são bastante ambiciosos, a entrega desta tecnologia será faseada e estandardizada, o que permite a interoperabilidade e os efeitos de escala necessários para a sua massificação. “Adicionalmente, o 5G requer novos blocos de espectro para os quais ainda não existe um calendário estabelecido pela Anacom para a sua atribuição”, explica Jorge Bonifácio.

E as empresas começam a posicionar-se na linha de partida. A Altice, em parceria com a Huawei, apresentou já um terminal pré-comercial 5G, que funciona com a sua rede, e alinhada com a agenda definida pela União Europeia, reitera a sua posição de liderança no desenvolvimento desta tecnologia. “A Altice tem vindo a desenvolver diversos estudos e projetos no âmbito do 5G, nomeadamente através da Altice Labs, que integra diversos consórcios responsáveis pelo desenvolvimento de projetos europeus de investigação, e pela MEO que, em conjunto com os seus parceiros tecnológicos, tem vindo a experimentar os mais recentes desenvolvimentos. Neste âmbito já foram demonstradas velocidades de pico de 1,5 Gbps em Junho 2018, numa solução de rede e terminais pré-comercial, bem como vídeo 360º e holografia durante o Web Summit que ocorreu em Novembro de 2018”, explica o responsável pela Estratégia de Redes da empresa. E, para este especialista, “a Altice pretende manter-se, como tem sido usual, na linha da frente destes desenvolvimentos, quer ao nível da experimentação como da disponibilização de novas soluções aos clientes”.

A GSMA Intelligence, multinacional de análise e dados para a indústria das comunicações móveis, estima que o 5G represente mais de 30% do total das ligações móveis na Europa em 2025, com cerca de 214 milhões de utilizadores. Uma pesquisa da Gartner, multinacional de consultoria, conclui que cerca de 57% das empresas pretende utilizar o 5G para suportar a comunicação com a Internet of Things, um dos drivers fundamentais do investimento em tecnologia das empresas mundiais.

Fonte: Blog PT empresas

Como podem as empresas tirar melhor partido da Cloud

Como podem as empresas tirar melhor partido da Cloud

Na era do digital, é essencial que as organizações se adaptem à mudança e acompanhem a evolução tecnológica para garantirem competitividade para o seu negócio.

Ouvimos muitas vezes gestores empresariais e líderes políticos dizer que o mundo está a mudar, que é necessário analisar o presente para pensar o futuro. Mas o que significa isto na prática? Estão as empresas, os governos e as instituições a acompanhar a evolução dos tempos? A resposta não é simples e muito menos de sim ou não.

É verdade que o mundo está em constante mutação, uma mudança que tem vindo a acelerar o passo da inovação, principalmente na última década, em que o desenvolvimento tecnológico atingiu velocidades nunca antes vistas. Por isso mesmo, é hoje essencial que as empresas estejam atentas ao processo de transformação e que abracem as novas soluções de Tecnologias de Informação (TI). Só assim poderão manter-se modernas, competitivas e ágeis nos mercados em que atuam.

As vantagens da cloud para as organizações são imensas, independentemente da sua área de atividade.

Uma das grandes tendências dentro do processo de transformação digital tem sido a migração de processos e serviços para a Cloud, que pouco a pouco tem vindo a alterar a forma como as organizações funcionam internamente e, consequentemente, o modo como lidam com os seus clientes. É, por essa razão, fundamental que os gestores entendam como podem tirar partido desta solução virtual e aplicá-la à realidade das suas empresas.

Primeiro, contudo, é necessário perceber como funciona a cloud e para que serve. Até aqui, as organizações precisavam de investir uma boa parte do seu orçamento operacional no licenciamento de software, na aquisição de material informático e na sua manutenção – licenças para ferramentas Office ou financeiras, por exemplo. Com a chegada da “nuvem”, a realidade alterou-se e deixou de fazer sentido seguir o chamado modelo tradicional de TI, passando todos essas ferramentas para a cloud.

A cloud computing é, na prática, uma nova forma de disponibilização e utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). É aquilo que podemos considerar a evolução natural de um modelo de negócio do setor tecnológico, em que diferentes ferramentas passam a estar disponíveis através da Internet – serviços informáticos, armazenamento, bases de dados, software e outros.

A computação em nuvem, ou cloud computing, assenta em três pilares essenciais: Infraestrutura como Serviço (IaaS), Plataforma como Serviço (PaaS) e Software como Serviço (SaaS). A primeira é a base que sustenta a cloud, ou seja, é a camada onde estão os servidores físicos, equipamentos de energia e refrigeração, assim como as redes de segurança.

A PaaS é a área que permite aos técnicos de TI lidar com tudo o que está relacionado com implementação, desenvolvimento, gestão e atualização, fazendo a ponte entre os servidores físicos e as aplicações que estes alimentam. Já a SaaS é a plataforma que está acessível ao utilizador final, nomeadamente com ferramentas de e-mail, office ou de armazenamento de documentos, por exemplo.

O que ganham as empresas?

As vantagens da cloud para as organizações são imensas, independentemente da sua área de atividade. Em primeiro lugar, existe a redução de custos com infraestruturas, licenças de software e manutenção. Como? Em vez de investirem em salas de servidores nas suas instalações – que requerem um local próprio, com condições de energia e refrigeração exigentes -, as empresas passam a poder utilizar servidores geridos pelo operador, libertando espaço físico para outros projetos e recursos financeiros para o negócio. Além disso, deixam de ter preocupações com a segurança dos dados e, em muitos casos, poderá deixar de fazer sentido ter uma equipa interna de técnicos dedicada a esta área.

O mesmo acontece com o software. Se até aqui determinados serviços eram exclusivos das grandes empresas devido aos custos associados, com a cloud as PME passam a ter acesso a eles por valores que são ajustados à sua realidade e às suas necessidades.

Por outro lado, as organizações ganham em competitividade, agilidade na resposta ao mercado e maior eficiência nos processos internos. O facto de ser possível que qualquer colaborador da empresa aceda a documentos, e-mail e outros serviços – financeiros ou de gestão, por exemplo – em qualquer lugar do mundo a partir de um dispositivo com acesso à Internet aumenta, indiscutivelmente, a produtividade das equipas. Isto cria mais colaboração dentro da estrutura empresarial, facilita e fomenta o trabalho remoto.

As mais-valias incluem, também, maior flexibilidade. Com o acesso à cloud, as empresas podem adaptar os serviços e fazer ajustes em tempo real através da Internet, poupando tempo e recursos que podem concentrar na evolução do negócio.

Mercado nacional a crescer

É interessante perceber que, segundo um estudo recente da Ipsos Mori, cerca de um terço dos trabalhadores de PME nacionais defende que as tecnologias utilizadas nas suas empresas estão desatualizadas e que mais de metade (51%) acredita que a produtividade aumentaria se fossem realizados mais investimentos nessa área. Estes dados mostram, por um lado, que os colaboradores estão atentos à transformação tecnológica e que lhe reconhecem vantagens, e, por outro, que ainda existem muitas empresas atrasadas no trajeto da inovação.

Contudo, estas conclusões contrastam com aquelas a que chegou a IDC no estudo “Mercado de Cloud Computing em Portugal: 2016-2021”. Neste inquérito, 62% das empresas ouvidas espera ter, em 2019, mais de metade das suas capacidades de TI em cloud pública, privada ou híbrida, o que representa um crescimento em relação a 2017. O mesmo documento refere ainda que 65% dos decisores nacionais acredita que a cloud é uma tecnologia essencial para a competitividade das organizações.

Segundo Gabriel Coimbra, Vice-Presidente e Country Manager da IDC, a eficiência operacional, o serviço ao cliente e o compliance com a regulação são as três principais razões que levam as empresas a aderir aos serviços na nuvem. Recorrem “à implementação destes serviços com o objetivo de melhorar o relacionamento com os clientes, aumentar a produtividade dos colaboradores e desenvolver novos modelos de negócio”, diz o responsável.

Em relação ao peso de cada uma das três áreas da cloud no mercado, a consultora conclui que o SaaS representa mais de dois terços das receitas totais de cloud pública em Portugal, enquanto que o IaaS conquista 21% e o PaaS 12%. No que diz respeito aos setores que mais abraçam a cloud, surge, em primeiro lugar, a Distribuição e o Retalho (86%), seguido das Finanças (81%) e da Energia e Utilities (67%).

O estudo da IDC mostra ainda que a taxa de crescimento anual do mercado de cloud computing em Portugal será superior aos 20% até 2021, altura em que deverá atingir 240 milhões de euros.

E o panorama internacional?

Um levantamento recente da Gartner, que analisou o mercado entre 2017 e 2021, defende que os serviços em cloud pública em todo o mundo deverão crescer 17,3% em 2019, atingindo um valor global de 206,2 mil milhões de dólares. No ano passado, o valor ficou, segundo a consultora, nos 175 mil milhões de dólares.

Entre as três áreas do mercado, a empresa acredita que será o segmento de IaaS que mais crescerá durante este ano (27,6%), chegando aos 39,5 mil milhões de dólares. No total, em 2021, as previsões da Gartner apontam que o mercado global de cloud valerá cerca de 278 mil milhões de dólares. Em 2017, esse valor estava fixado nos 145 mil milhões de dólares.

As oportunidades estão aí e se a competitividade da sua empresa é uma prioridade, vale a pena analisar a possibilidade de migrar para a cloud. Recorde, a propósito, o white paper sobre o tema.

Fonte: Blog PT empresas

Gamificação: o jogo da vida real

Utilizar a mecânica e a lógica dos jogos no consumo, com o objetivo de envolver as pessoas, criar fidelização e promover aprendizagem é o mote da gamificação, uma ferramenta de marketing digital que está a revolucionar o mundo dos negócios. Ou seja, a finalidade do jogo não é puramente entreter, mas antes persuadir e motivar, com inúmeras vantagens para as empresas.

Nicholas Van Orton era um banqueiro de sucesso que pouco aproveitava os prazeres da vida. O seu irmão, Conrad, ofereceu-lhe um estranho presente: a sua participação num jogo que imitava a vida real. Sem saber que estava a jogar e tornando-se o seu dia a dia cada vez mais perigoso, o banqueiro começou a temer pela sua própria vida. Apenas no fim se apercebe que tudo não passava de uma experiência. Recorda-se deste filme americano,   lançado em 1997, realizado por David Fincher e protagonizado por Michael Douglas e Sean Penn?

É uma arte, que usada com mestria, pode conduzir ao topo qualquer marca.

Quem não ambicionou nessa altura viver a vida como se a um jogo pertencesse? Pois o que há mais de duas décadas parecia impossível, hoje, com a rápida evolução da tecnologia, a realidade está cada vez mais próxima da ficção e tudo isto poderá ser possível num futuro próximo.

Para já, os primeiros passos na aplicação de jogos no dia a dia estão a ser dados através de uma ferramenta de marketing designada de gamificação, e que consiste em utilizar elementos presentes nos jogos lúdicos para criar relações de compromisso e motivação, promovendo a aprendizagem ou criando fidelização com os clientes e trabalhadores.

Apesar de já serem conhecidas as vantagens dos jogos na educação e nos negócios desde os finais do século XX, o termo gamificação só foi formalmente criado em 2003 por Nick Pelling, um programador britânico de jogos de computador, quando este decidiu transferir os seus conhecimentos em vídeojogos para outros contextos. Para fazê-lo criou a primeira startup na área, a Conundra, empresa que, por nascer antes do tempo, não vingou (veja o vídeo). Nick Pelling explica que se apercebeu, naquela altura, que a Game Culture (cultura dos jogos) estava a mudar o mundo, a alterar a forma como as pessoas se relacionavam com os seus equipamentos, e a maneira como pensavam e falavam das coisas. Segundo Pelling, a Game Culture estava a reprogramar a sociedade e não havia ainda nomenclatura para esse fenómeno. Foi então que criou o termo para designar o que para ele representava uma verdadeira revolução social.

Passados 15 anos, esta ferramenta é hoje uma poderosa forma de persuasão utilizada por empresas de todo o mundo que a ela recorrem para mudar a forma como interagem no mundo dos negócios. É uma arte, que usada com mestria, pode conduzir ao topo qualquer marca.

Nick Pelling aponta a Apple como a primeira grande vencedora nesta nova revolução, pois soube aproveitá-la como nenhuma outra. Esta é uma marca que vive da sua imagem de exclusividade como se de um jogo tribal se tratasse. Ou seja, o status é garantido para quem conseguir adquirir um produto da insígnia. É um desafio constante, em que os seus jogadores “lutam” para ter sempre o último lançamento.

Atualmente, praticamente tudo aquilo que nos rodeia diariamente utiliza este tipo de técnicas, que nos envolvem de uma forma tão subtil que mal nos apercebemos delas. Em pouco mais de uma década, a gamificação tornou-se uma realidade indissociável do mundo empresarial. Sem a tecnologia e o seu rápido desenvolvimento, nada disto seria possível. Computadores, tablets, smartphones e outros equipamentos digitais estão a ditar as regras do jogo, graças à democratização do acesso à internet, e ao avanço das plataformas digitais que são o cenário onde tudo isto acontece.

Jogar para motivar e aprender

Karl Kapp, professor de tecnologia na Bloomsburg University, na Pensilvânia, Estados Unidos, e simultaneamente autor, orador e consultor, atualizou o termo na sua obra emblemática, “The Gamification of Learning and Instrution”. Para ele, gamificação é a aplicação da mecânica e da lógicas dos jogos num ambiente diversificado, com o objetivo de envolver as pessoas, motivar ações, promover aprendizagens e resolver problemas, sobretudo no mundo empresarial. Ou seja, a finalidade do jogo proposto tem de ter um propósito diferente do puro entretenimento.

A Volkswagen, um dos maiores construtores automóveis do mundo, utilizou este método na Suécia para incentivar os condutores a reduzirem a velocidade da sua condução e, assim, diminuir os acidentes de viação, criando notoriedade para a marca. Para isso utilizou os radares inteligentes colocados em diversas zonas de Estocolmo, e os condutores que cumprissem os limites habilitavam-se ao sorteio de um automóvel do grupo. Com isto, conseguiu uma redução de 20% na velocidade média dos condutores e uma consequente redução no número de acidentes.

Mas quais, são, afinal as vantagens da gamificação para os negócios? Sabendo que as pessoas se sentem atraídas e motivadas pela competição e pela conquista, as empresas estão a tirar partido dessa caraterística. As companhias que a usam oferecem recompensas aos participantes, sejam os seus colaboradores sejam os clientes ou fornecedores. Ou seja, são definidas tarefas que estejam em linha com os objetivos da empresa, são criadas regras e estipuladas as recompensas: podem ser incentivos virtuais, pontuações, badges (medalhas virtuais), criação de avatares, entre muitas outras. As empresas de transporte aéreo que oferecem milhas aos clientes frequentes, as grandes distribuidoras que oferecem bónus em cartão a quem fizer compras, ou a oferta de produtos na compra de outros, todas elas estão a utilizar práticas de gamificação.

Por exemplo, a Starbucks, rede internacional de cafetarias, utiliza uma aplicação, a Starbucks Rewards, e através do telemóvel o cliente recebe uma pontuação de acordo com o seu nível de fidelização, ganhando recompensas por cada nível, mantendo os seus clientes sempre motivados na sua relação com a marca.

Karl Kapp identifica algumas das vantagens mais visíveis e imediatas desta ferramenta: estimulam a fidelização, ampliam e divulgam o uso dos seus produtos e serviços e ainda motivam a superar novos desafios. Este especialista aponta quatro passos essenciais para que possa ser implementada com sucesso numa empresa. Em primeiro lugar, a marca deve definir bem o objetivo e certificar-se de que a técnica será posta em prática para uma atividade específica do seu negócio. Depois assegure-se que a ferramenta está a ser bem implementada e que a equipa está alinhada com o objetivo. Em terceiro lugar é importante criar parcerias com empresas que já estão a utilizar gamificação e partilhar experiências. Por último, é fundamental monitorizar o que está a ser implementado e medir os resultados. Esta quantificação é uma das vantagens desta ferramenta, que ainda permite ter um feedback em tempo real, estimular a competição saudável e gerar um sentimento de conquista nos consumidores.

Vantagens na formação de colaboradores

Um outro objetivo da gamificação é a formação dos colaboradores para que, de acordo com as suas funções, possam executar as suas tarefas com maior eficiência e aumentar o grau de compromisso com o seu empregador. E tendo em conta que os Millennials e a Geração Z representarão brevemente mais de metade da força de trabalho é crucial encontrar formas de cativar estas duas gerações criando ambientes de trabalho motivadores. A gamificação pode ajudar a aumentar a sua eficiência de inúmeras formas, já que estimula a competitividade e a cooperação. Também a nível interno é necessário estabelecer as metas a atingir, definir regras, obter feedback, conseguir uma participação voluntária e o envolvimento dos colaboradores para que atinjam, primeiro a aprendizagem e depois a recompensa.

Por exemplo, a Novabase é uma das empresas nacionais que aplica esta técnica na formação dos seus colaboradores. Através da Novabase Academy, que recruta nas universidades e faz formação interna, utiliza a gamificação na formação dos trainees. Foi, assim, implementado um modelo designado de “In The Land of Kroilon”, que envolvesse os colaboradores num mundo de fantasia no qual um grupo de guerreiros tem uma missão bem definida. A partir daqui, a Novabase Academy vai adaptando a sua estratégia às necessidades do grupo de formandos.

Também o grupo AKI implementou em Portugal uma solução de para aumentar o compromisso dos seus colaboradores, clientes e parceiros, através da gamificação, contemplando também a área da formação. Desenvolveu um jogo para envolver, de uma forma divertida e estimulante, todos os colaboradores através da sua participação em diversos níveis da empresa. Dividido em cinco níveis, o jogo pode ser completado de forma individual ou em equipa, e o colaborador que prove ter o maior conhecimento da empresa é premiado.

Fonte: Blog PT Empresas

Como as smart cities estão a promover a sustentabilidade

Como as smart cities estão a promover a sustentabilidade

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 70% da população mundial viverá em cidades em 2050. O crescimento da população nas metrópoles, a redução dos recursos disponíveis e as questões da mobilidade são problemas que podem ser amenizados com cidades mais inteligentes.

Apesar dos múltiplos receios que os rápidos avanços da tecnologia causam à Humanidade, a verdade é que inovação neste campo pode e deve ser colocada ao serviço das populações. Uma das principais formas de o concretizar será, certamente, através do desenvolvimento de smart cities, ou seja, cidades cada vez mais conectadas, informadas e ajustadas às necessidades dos seus habitantes.

As cidades que utilizem tecnologia inteligente ao serviço dos cidadãos poderão melhorar alguns indicadores de qualidadede vida entre 10% a 30%.

É precisamente quem vive nas metrópoles que deve beneficiar da introdução de novas soluções tecnológicas, de forma a que possam melhorar a sua qualidade de vida e os serviços públicos. Segundo a UNEP – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, atualmente cerca de 50% da população mundial vive em cidades que ocupam apenas 2% da superfície da Terra. Tantas pessoas concentradas em tão pouco espaço resultam em dados que impressionam: é aqui que se consomem 75% dos recursos naturais mundiais, que se produz 50% do lixo e onde se emitem 70% dos gases com efeitos de estufa verificados em todo o planeta.


Assim, se dúvidas existam sobre o impacto das cidades na saúde da Terra, os dados da organização evidenciam a necessidade de encontrar formas de vida alternativas, que permitam reduzir estes valores e criar um futuro sustentável. Nesse sentido, a sustentabilidade é, cada vez mais, um pilar fundamental na construção e no desenvolvimento das smart cities um pouco por todo o mundo. A tendência é global, embora o projeto esteja ainda numa fase muito inicial em relação às potencialidades do conceito.


De acordo com dados da consultora McKinsey, as cidades que utilizem tecnologia inteligente ao serviço dos cidadãos poderão melhorar alguns indicadores de qualidadede vida entre 10% a 30%. Contudo, para lá chegar, a consultora defende que é necessário envolver os habitantes na construção de cidades inteligentes aproximando-os da tomada de decisão, dando-lhes espaço e oportunidade para fazerem sugestões de caminhos a seguir.


O conceito de smart cities tem, também, vindo a evoluir e não se deixa ficar apenas por semáforos ou candeeiros inteligentes. Cada vez mais, a tecnologia é aplicada na melhoria de indicadores relacionados com a qualidade de vida – desde a monitorização de serviços públicos à qualidade do ar, passando pela mobilidade. Aliás, de acordo com a Gartner, em 2020 metade dos objetivos de smart cities serão indicadores-chave de performance (KPI) em alterações climáticas, resiliência e sustentabilidade.


A consultora elaborou um documento com análises e previsões relacionadas com o tema e diz que, em 2017, havia cerca de 380 milhões de sensores conectados que estavam a ser utilizados para a sustentabilidade. O cenário em 2020 será, segundo a Gartner, consideravelmente diferente: haverá 1.39 mil milhões de dispositivos para este propósito, o que representará 20% de todos os objetos conectados usados nas smart cities.


Evidentemente, com esta quantidade de sensores de recolha e transmissão de dados é necessário recorrer a diferentes tecnologias que permitam trabalhar as informações recolhidas e dar-lhes um propósito. É aqui que entram conceitos como Internet das Coisas (IoT) – cuja abrangência e eficácia é amplificada pela Narrow-Band IoT, como pode recordar neste artigo -, Big Data (para analisar e organizar grandes quantidades de dados a alta velocidade), Machine Learning e Inteligência Artificial (IA), que permitem uma leitura mais inteligente da cidade, dos seus problemas e dos caminhos para os solucionar. São, também, a base para a infraestrutura das metrópoles do futuro.


Lisboa e o Sharing Cities

As preocupações ambientais têm marcado a agenda mediática e política dos últimos anos, motivando a realização de cimeiras, assinatura de acordos intergovernamentais e a criação de metas no que à redução das emissões de carbono diz respeito. A eficiência energética tem sido, também, uma preocupação crescente. Nesse sentido, a União Europeia lançou, em 2014, o programa Horizonte 2020 com o objetivo de financiar a investigação e inovação no território europeu – é, segundo a instituição, o seu maior programa do género até à data.

Com 80 mil milhões de euros à disposição, o programa é responsável, entre outros, pelo financiamento do projeto Sharing Cities, criado em 2016. São pouco mais de 24 milhões de euros aplicados numa plataforma que pretende “desenvolver soluções acessíveis de cidades inteligentes, integradas e em escala comercial com um alto potencial de mercado”. A ideia é fomentar a colaboração entre a indústria e as cidades para a criação de zonas urbanas melhores, mais amigas dos habitantes e mais sustentáveis.


Deste projeto, que pretende atingir os 500 milhões de euros em financiamento e chegar a 100 cidades europeias, fazem parte seis metrópoles: Lisboa, Bordéus, Milão, Londres, Varsóvia e Burgas. Além de representantes da indústria, o Sharing Cities envolve universidades e outras entidades para que a plataforma sirva de mecanismo de aprendizagem para todos – são partilhados estudos, casos práticos, metodologias e realizados webinars para acelerar a inovação.

O objetivo é também incentivar iniciativas como a GIRA, a rede de partilha de bicicletas criada pelo município de Lisboa, postos de carregamento de veículos elétricos, sistemas de partilha de automóveis ou a utilização de frotas logísticas elétricas. No caso da capital portuguesa, por exemplo, a Câmara Municipal decidiu utilizar os dados sobre ocorrências na autarquia – como obras ou outros constrangimentos – e disponibilizá-los aos cidadãos através do Google Maps ou do Waze para facilitar a mobilidade na cidade.


Três ideias inovadoras

O mundo muda-se com um passo de cada vez. Ou, neste caso, com um projeto de cada vez. Incubada na Startup Lisboa, a Trigger Systems é uma startup que tem como objetivo ajudar na redução do desperdício de recursos naturais, nomeadamente a água. Através de “modelos de cálculo exclusivos baseados em previsões meteorológicas”, a empresa criou uma plataforma inteligente que permite o controlo remoto de sistemas de rega que ajuda a poupar mais de 40% nos gastos de água.

Também com o meio ambiente como uma das principais preocupações, a SERNIS desenvolveu uma aplicação de estacionamento chamada ImmaPark a propósito do IoT Challenge, promovido pela Altice em setembro. Com recurso à tecnologia NarrowBand – IoT, a empresa criou sensores de estacionamento inteligentes que permitem que o utilizador possa reservar um lugar para o automóvel ainda antes de sair de casa. A ideia é evitar o congestionamento urbano e reduzir as emissões de CO2 provocadas pelos veículos.


Em Cascais, o município associou-se à InnoWave para a criação de uma aplicação que promove a sustentabilidade, a cidadania e mobilidade. Chama-se Cascais City Points, já venceu vários prémios de inovação e funciona de uma forma muito simples: incentiva ações relacionadas com o ambiente, voluntariado, mobilidade e cidadania, recompensando os habitantes com um sistema de pontos. À medida que o utilizador vai acumulando boas ações, que se traduzem em pontos, pode trocar os ganhos por descontos, produtos ou entradas em eventos.

É desta forma, passo a passo, que se vai construindo um futuro melhor, em que a inovação tecnológica está ao serviço da sociedade para melhorar a qualidade de vida de cada um de nós.

Fonte: Blog PT Empresas